quinta-feira, 7 de julho de 2011

Na Arrábida, a bordo do “Évora”

Céu Coutinho
   
Este fim-de-semana, 9 e 10 de Julho, ainda pode aproveitar a iniciativa da Fábrica de Cimento Secil-Outão que abre as suas portas para visitas guiadas à fábrica e um passeio de barco com a serra no horizonte.
   
A bordo de um navio histórico
A Semana das Portas Abertas é uma iniciativa da Secil e da Ciência da Arrábida que convida a descobrir a serra da Arrábida. O programa compreende visitas guiadas às instalações da fábrica, às 10h e às 15h, e um percurso náutico no histórico barco Évora, a partir do cais da Secil, nas visitas da manhã.

O Évora é um navio de arquitectura romântica, construído nos estaleiros de Kiel, Alemanha, em 1931, com chapas recicladas dos tanques da I Grande Guerra Mundial. Foi adquirido pela CP nesse mesmo ano para assegurar a travessia Terreiro do Paço – Barreiro. Remodelado e reconvertido para passeios turísticos, o Évora navega agora na baía de Setúbal.

A cimenteira, que organiza estas visitas anualmente, tem um programa de recuperação paisagística e repovoamento florestal e zoológico da Fábrica Secil-Outão que deu origem à plantação de mais 900 mil plantas, criadas nas estufas da fábrica.
   
Serra mediterrânica
Verdadeira relíquia científica internacional, há quem chame à Arrábida, “um pedaço do Mediterrâneo no Atlântico”. Para proteger esta riqueza foi criado, em 1976, o Parque Natural. Desenvolve-se a oeste de Setúbal e estende-se por uma área de 10821 hectares. Nas arribas voltadas ao mar, do lado sul da serra, abundam praias de areias finas e águas transparentes. O Portinho da Arrábida é a mais famosa.

O relevo irregular e o solo calcário favoreceram o desenvolvimento de uma vegetação mediterrânica, o maquis. As matas do Solitário, Coberta e do Vidal são verdadeiros jardins botânicos ao ar livre, nalguns casos sujeitos a protecção especial. Medronheiros, aroeiras, adernos, urzes ou folhados são algumas das plantas mais em foco. Quanto à fauna aqui é possível encontrar espécies como o gato-bravo, a gineta, o saca-rabos, o texugo para além de uma significativa comunidade de aves.

Para ficar a conhecer parte deste património, faça a sua inscrição através do número verde 800 206 709 ou em www.secil.pt. Um autocarro gratuito para a fábrica parte do Parque das Escolas, em Setúbal, às 09h30 e às 14h30.

Pinhão - Estação-museu à beira do Douro

A estação do Pinhão é uma das mais bonitas de Portugal.Florida, bem conservada e com uma fascinante decoração a azulejo é mais que um edifício puramente utilitário –já entrou nos roteiros turísticos do Douro Vinhateiro, Património da Humanidade, havendo quem a venha visitar de propósito.

Estação do Pinhão

Estaçao do Pinhão

Douro

Douro

Douro
Já chamaram ao Pinhão: histórico entreposto de Vinho do Porto, o miocárdio do Douro Vinhateiro. Esta pitoresca povoação, situada na margem direita do Douro, no ponto onde o rio Pinhão desagua, apresenta múltiplas marcas da actividade económica que a fez nascer: armazéns, adegas e escritórios das diversas casas produtoras que aqui se foram desenvolvendo a partir de finais do século XIX. O comboio chegou aqui em 1880 e contribuiu para a rápida expansão do que antes era um insignificante povoado. Para norte, através dos cabeços de xisto retalhados pelos socalcos vinhateiros, partem as estradas para Favaios, Alijóe Sabrosa, locais-chave do Douro Vinhateiro, Património da Humanidade.
A estação recebeu, em 1937, os painéis de azulejo que, ainda hoje, fazem a sua fama. É seu autor J. Oliveira, artista que também decorou outras estações portuguesas, com o Outeiro (Linha do Oeste) e Santarém (Linha do Norte), sendo o fabrico da casa Aleluia, de Aveiro, historicamente ligada ao azulejo ferroviário. São duas dúzias de painéis que cobrem a quase totalidade das paredes do edifício principal e que valem, quer do ponto de vista estético, quer histórico, por representarem aspectos já desaparecidos do Douro Vinhateiro. Têm, ainda relevância etnográfica, por ilustrarem com rigor trajes tradicionais e diversos aspectos da vindima duriense tradicional.
O próprio Pinhão tem honras de representação nestes azulejos através de uma vista onde está em evidência a ponte metálica para a margem esquerda do Douro. Outras paisagens dos arredores foram imortalizadas nos painéis, para além de uma perspectiva do Douro para jusante, correspondendo ao que se pode observar a partir do próprio cais. Há uma vista que não é daqui mas de uns quilómetros a jusante. Éo Douro visto do miradouro de São Leonardo da Galafura (entre a Régua e Vila Real), ao qual Miguel Torga chamou «um navio de penedos a navegar num mar de mosto».
Os azulejos também representam paisagens desaparecidas devido à construção da vizinha barragem da Valeira. É o caso do rápido do Douro conhecido como Cachão da Valeira hoje transformado num pacífico espelho de água, a montante do Pinhão. O mesmo se diga da Ponte da Ferradosa (onde a linha do Douro passa da margem direita para a esquerda, onde se manterá até ao Pocinho e Barca d’Alva) que foi submersa devido à construção da referida barragem. A ponte actual situa-se 1,5 km para montante da antiga, tendo o antigo edifício da estação sido reconvertido para restaurante panorâmico.
No plano etnográfico são interessantes os azulejos que fixam uma série de momentos da vindima. Há mulheres a vindimar no meio das cepas e homens caminhando penosamente com cestos carregados de uvas àcabeça. Dois trabalhadores são representados com o traje tradicional feito de palha, para proteger da chuva e do frio, a croça. Vê-se, também, o transporte dos pipos de vinho em carros de boi até aos barcos rabelos que os aguardam para navegar, carregados, até Vila Nova de Gaia.
Quem disse que uma estação só servia para apanhar o comboio?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Annecy

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Um fim de semana diferente.

Imperiais e petiscos: As melhores cervejarias para o verão

De norte a sul, não faltam excelentes locais para um brinde com uma loira gelada!

Loira, morena, ruiva ou preta. Uma das mais antigas bebidas da história da humanidade aprendeu a acompanhar a evolução dos tempos e, nos dias de hoje, principalmente nos mais quentes, continua a ser uma das formas que os portugueses preferem para se refrescar durante o verão. A solo, com tremoços, caracóis ou petiscos diversos, a cerveja faz parte dos dias quentes. Escape.pt preparou uma seleção de cervejarias para combater o calor e reforçar a amizade. E, não se esqueça: Venha mais uma!
Cervejaria da Esquina (Lisboa)
Cervejaria Ramiro (Lisboa)
Cervejaria Portugália - Cais do Sodré (Lisboa)
Caves da Cerveja (Vila Nova de Gaia)
Catedral da Cerveja (Lisboa)
Palácio da Cerveja (Loures)
Cufra (Porto)
Cervejaria Edmundo (Benfica, Lisboa)
O Lebrinha (Serpa)
Beerhouse (Funchal)
Cervejaria do Barril (Ponte de Sor)
British Bar (Lisboa)
Cervejaria Docas (Ponta Delgada)
Cervejaria Maracanã (Lisboa)
O Farol Cervejaria (Faro)
Cervejaria David (Faro)
E Mais!
Sete esplanadas para aproveitar o sol na cidade!
Boa Mesa: Conheça os restaurantes Embaixadores do Vinho do Porto!

À descoberta da Ria Formosa!

A Ria Formosa possui uma enorme riqueza biológica e ecológica.
Considerada como Zona Húmida de Importância Internacional e classificada como Área Protegida, a Ria Formosa, em Faro, foi declarada uma das 7 Maravilhas  Naturais de Portugal, na categoria de Zonas Marinhas. Considerado um dos mais belos parques do Algarve, trata-se de uma área protegida pelo estatuto de Parque Natural, atribuído a 9 de Dezembro de 1987. Até esta data tinha estatuto de Reserva Natural, instituído em 1978.
Detentora de uma elevada sensibilidade ambiental, atendendo às excepcionais qualidades ambientais e paisagísticas de elevado valor científico, cultural, social e económico, a Ria Formosa possui uma enorme riqueza biológica e ecológica, albergando no seu interior espécies endémicas e raras. Trata-se, por isto mesmo, de uma zona de costeira singular. Com uma extensão de sessenta quilómetros, que vão desde o Ancão (Loulé) a Manta Rota (Vila Real de Santo António), ocupa uma superfície de cerca de 18.600 hectares, abrangendo partes dos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.
A Ria Formosa apresenta uma fisionomia bastante diversificada, muito devido aos canais formados sob a influência das correntes de maré, formando, desta feita, uma rede hidrográfica densa que possibilita idílicas paisagens, com dunas, ilhas e canais únicos.
Aqui pode encontrar um sem número de aves aquáticas, sendo o próprio símbolo do parque um caimão-comum, uma espécie rara que, em Portugal, se reproduz exclusivamente nestes lagos algarvios. Flamingos e águias de asa redonda, galinholas e guarda-rios são outras das espécies que aqui se pode observar. De salientar também o camaleão que, apesar de quase extinto na Europa, é ainda um habitante do parque. A nível botânico, a área é igualmente de grande interesse, em particular pela vegetação das zonas de duna e sapal.
A não perder!
Ilha Deserta
Impressionante pelo silêncio e tranquilidade, a Ilha Deserta é um vasto areal cercado pelas águas calmas e cristalinas da Ria Formosa e do Oceano Atlântico, sendo a única completamente desabitada do Parque Natural. Pertencente ao concelho de Faro, é lá que se situa o ponto mais a sul de Portugal Continental, o Cabo de Santa Maria. Também conhecida por Ilha da Barreta, este local é muito apreciado por todos aqueles que adoram contemplar a natureza no seu estado mais selvagem. As espécies características da Ria Formosa, encontram-se aqui no seu pleno.
Vale do Lobo
Este é já um espaço mais turístico, onde pode encontrar os melhores apartamentos e sumptuosas villas que, a juntar ao vasto oceano e às belíssimas praia, se torna do local ideal para passar férias. De salientar as falésias de cor avermelhada que, misturadas com o dourado da areia, se tornam numa paisagem de cortar a respiração. O Vale do Lobo é também favorecido pela Ria Formosa através da presença de fauna e flora particulares do parque.
Ilha da Armona
Para além da beleza única da sua praia e Ria Formosa, a localidade da Ilha da Armona é conhecido por ser um dos sítios mais tranquilos desta zona bastante concorrida, em particular durante a época balnear. Uma ilha de tradições e costumes, os quais podem ser comprovados através das pequenas casas e dos pescadores que, ao mar, vão buscar o seu sustento. Para além desta parte habitada da ilha, existe uma zona de cariz mais selvagem, onde é possível encontrar, por exemplo, camaleões e outros exemplares da fauna local.
Quinta do Lago
É sobre a Ria Formosa que sobressai a Quinta do Lago, toda ela envolvida por uma imensidão de pinheiros. Trata-se de um agradável aldeamento de ruas calmas e simpáticas casas que, para além de uma praia com um extenso areal, conta com incríveis dunas e uma riquíssima fauna e flora. Um local perfeito pela riqueza da paisagem e prestigiado pelo número de personalidades, nacionais e internacionais, sobejamente conhecidas que atrai.